Nasci em 1980, em Jundiaí, São Paulo. Cresci em uma realidade que me permitiu enxergar dois mundos muito cedo. De um lado, a periferia, os amigos do conjunto habitacional popular e a vivência simples de quem conheceu a luta de perto. Do outro, a oportunidade de estudar em uma escola particular de alto nível graças ao esforço enorme dos meus pais, que trabalharam em dois empregos para tornar isso possível.
Essa convivência entre dois ambientes me marcou profundamente. Muito cedo, passei a observar diferenças de mentalidade, acesso, ambição, estrutura e oportunidade. Foi também nesse período que ficou evidente minha facilidade com matemática e tecnologia. Ainda criança, fui reconhecido na escola pelo desempenho nessas áreas, e aos 12 anos, em 1992, ganhei meu primeiro computador graças ao esforço da minha mãe, que trabalhava no antigo Banespa. Aquela máquina não foi apenas um presente. Foi uma porta.
Mais tarde, me formei como Engenheiro Eletricista e segui para uma carreira corporativa em multinacionais de tecnologia, especialmente na área de Pesquisa e Desenvolvimento de Novos Produtos. Essa fase foi decisiva para moldar meu olhar sobre inovação, processos, liderança, mercado e visão global.
Na AOC, aprendi uma lição que nunca saiu da minha cabeça: não ser um sapo preso à própria lagoa, mas um passarinho capaz de voar e enxergar o mundo inteiro. Na prática, isso significava ampliar a visão, entender oportunidades maiores e não limitar a própria leitura ao ambiente imediato.
Na Smart, tive a oportunidade de liderar iniciativas históricas no Brasil, participando do lançamento da montagem do primeiro pen drive, da primeira memória DDR4 e do primeiro SSD do país. Na Epson, além da experiência tecnológica e corporativa, absorvi muito da cultura japonesa de respeito, empatia e consciência sobre o impacto real que decisões empresariais têm sobre a vida das pessoas.
Foi também nesse período que minha mentalidade começou a mudar com mais força. A leitura do livro Incansáveis, de Maurício Benvenuti, teve um papel importante nessa virada. Eu deixei de pensar apenas como executivo e passei a enxergar com mais clareza o chamado para construir, empreender e ampliar minha responsabilidade no mundo.
Em 2018, apoiado pela minha esposa, com quem construí uma caminhada de mais de duas décadas, e impulsionado também pelo desejo de oferecer um futuro ainda melhor ao meu filho Gabriel, tomei a decisão de sair de uma posição confortável no Brasil e mudar para Londres. Essa mudança marcou um novo ciclo da minha vida: mais global, mais ousado e mais alinhado com a visão que eu vinha amadurecendo.
Hoje lidero a JR International Group, um ecossistema empresarial e family office com holdings e participações em mais de 43 empresas, com presença internacional e atuação conectada a tecnologia, inovação web3, criadores de conteúdo, acessibilidade, estrutura empresarial, confiança e expansão global.