A origem da Wise Hands não veio de uma teoria abstrata. Veio de um problema real.
Durante meu período na Epson, participei de um projeto com óculos de realidade aumentada voltados para ajudar pessoas surdas a terem uma experiência melhor no cinema. A ideia inicial parecia boa, mas a realidade mostrou algo muito mais profundo: para uma parte expressiva da comunidade surda, legendas não resolviam o problema.
O motivo era simples e, ao mesmo tempo, muito sério. Muitas dessas pessoas não eram alfabetizadas em língua escrita. O que elas realmente precisavam não era apenas de texto. Era da mediação de um intérprete em língua de sinais.
Essa descoberta mudou completamente minha leitura sobre acessibilidade. Ficou claro para mim que muitas soluções tecnológicas parecem boas no papel, mas falham quando não nascem da compreensão real da necessidade humana.
A Epson não quis seguir com o projeto por razões comerciais. Mas eu decidi levar essa visão adiante por conta própria. Dessa decisão nasceu a Wise Hands.